Caçadores ilegais envolvidos com tráfico de armas e animais são alvo de megaoperação policial no Paraná e outros dois estados
16/06/2026
(Foto: Reprodução) Polícia mira rede de caçadores em três estados
Caçadores ilegais envolvidos com tráfico de armas e de animais estão sendo alvo de uma megaoperação policial na manhã desta terça-feira (16) no Paraná e em outros dois estados: Santa Catarina e Mato Grosso.
Ao todo, mais de 150 policiais atuam no cumprimento de 31 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão.
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A ação é coordenada pela Polícia Civil do Paraná (PC-PR) e conta com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Científica do Paraná (PCI-PR), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) e do Instituto Água e Terra (IAT).
A operação é fruto de investigações que iniciaram em julho de 2025, após o registro de uma denúncia anônima sobre a realização de comércio de armas de fogo em um grupo de conversas em um aplicativo de mensagens. Saiba mais abaixo.
“Além da venda de armamentos e munições, verificamos que o grupo era utilizado pelos membros para a divulgação e compartilhamento de fotos e vídeos de caça ilegal de animais silvestres. [...] A operação visa interromper o comércio de armamentos e coibir a prática da caça de animais silvestres”, explica o delegado da PC-PR, Guilherme Dias.
Operação mira caçadores ilegais
Mayara Morais/Delegacia Meio Ambiente
A partir das informações repassadas, a corporação iniciou as diligências, identificou as pessoas que integravam o canal e representou pelas prisões, que foram autorizadas pela Justiça.
Os 63 mandados judiciais estão sendo cumpridos em 19 cidades diferentes. Veja:
Campo Largo (PR);
Coronel Vivida (PR);
Fernandes Pinheiro (PR);
Guamiranga (PR);
Guaratuba (PR);
Imbituva (PR);
Itaipulândia (PR);
Lapa (PR);
Mallet (PR);
Palmeira (PR);
Ponta Grossa (PR);
São João do Triunfo (PR);
São José dos Pinhais (PR);
Tijucas do Sul (PR);
União da Vitória (PR);
Rio dos Cedros (SC);
Brusque (SC);
Itajaí (SC);
Canarana (MT).
Os nomes dos alvos não foram divulgados. Eles são investigados pelos crimes de caça ilegal de animais silvestres, tráfico e porte ilegal de armas, maus-tratos a animais e tráfico de animais.
Caçadores ilegais também são investigados por maus-tratos
Mayara Morais/Delegacia Meio Ambiente
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Caça de animais silvestres e comércio ilegal de armas
Operação mira caçadores ilegais
Mayara Morais/Delegacia Meio Ambiente
Segundo a Polícia Civil, os principais animais caçados pelo grupo eram veados, pacas e catetos (porcos do mato). As carnes eram principalmente para consumo próprio, inclusive em eventos promovidos entre eles.
A maioria dos suspeitos não têm registro das armas, que eram negociadas livremente em um grupo de WhatsApp - assim como cães voltados ao uso em caça.
A equipe de investigação destaca que se impressionou com a normalidade com a qual eles tratavam os crimes, usando os próprios números de telefone e outras informações pessoais nas negociações públicas.
Ainda de acordo com a PC-PR, o grupo foi criado em abril de 2025, tinha mais de 260 membros, e mais de 30 estão sendo investigados.
Nas mensagens, além de fazer negociações de armas e animais e marcar encontros, os investigados também compartilhavam vídeos de caça ilegal, exibiam os animais abatidos e trocavam dicas de técnicas de caça.
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